Família
Ribeirão Preto
Tarde com a Isa
Em um mundo tão cheio de IA, imagens reais agora é o que costumam se destacar!
Quanto mais rolamos o feed, mais cenas montadas, orquestradas, simuladas e estrategicamente pensadas nós vemos. Um mundo que parece real, mas no fundo todo mundo sabe que não é. É feito somente para te iludir achando que aquilo é a verdade mais bonita do mundo e que se você não tem aquilo você não faz parte. Mas quando se desligam as câmeras, retira-se a maquiagem e o celular fica de lado, a realidade é completamente diferente.
Vocês não estão cansados dessa mentira?
Não estão cansados de serem enganados mesmo sabendo?
Qual o sentido de tudo isso?
Pra que continuar fingindo que isso é o belo, sendo que o belo na verdade é totalmente o oposto?
A cada dia que passa, a minha vontade de mostrar a verdade aumenta e cada família que me procura pra mostrar o que é REAL nelas me encanta muito mais!
As minhas fotos favoritas da minha infância são as que documentaram coisas que era comum eu fazer naquela época e agora quando vejo e lembro desses momentos me trazem a memória afetiva mais gostosa do mundo!
Era brincar com água na bacia de alumínio no quintal da casa da vó, entrar no quarto do meu tio que era cheio de quadros de carro na parede. São as que mostram como meus pais eram e se vestiam na época em que eu era pequena, como eles me fantasiavam pro carnaval, como era o sofá da casa do vô que eu ia todo domingo...
Eu sei, também amo as fotos que eu estou produzida arrumada e bonita, ajuda na auto estima e alavanca o ego nos dias que a vida insiste em nos judiar, mas a foto descalça deitada no chão com mina mãe fazendo cafuné e a minha antiga dálmata deitada ao meu lado no quintal de casa....ah, pode ter certeza que eu trocaria qualquer foto produzida pra poder repetir esse momento novamente!
Quando a mãe da Isa me chamou para registrar a tarde dela na casa da vovó para registrar algumas coisas que eles gostavam de fazer junto toda semana, eu falei: é isso!
Teve cadeira na varanda com o vovô, brincadeiras com animaizinhos de feltro que a mamãe costurou, brincadeira na moto do papai, se pendurar na lixeira da calçada que hoje pra ela é muito alta mas daqui alguns anos vai passar despercebido por ela, teve produção de massinha caseira com muuuuuuuita bagunça na cozinha da vovó e teve MUITO amor, MUITA verdade e a certeza de que um dia ela vai olhar essas imagens com a maior saudade do mundo!
Quando você vai resolver parar de fotografar para os outros e passar a fotografar para o seu eu do futuro?
Obrigada Pati por e trazer de volta e mostrar o que é real nesse mundo cada mais vez artificial.
Histórias, Carinho & Fotografia!
O que nos une, conecta e eterniza.